Jaime pensou que seria melhor ficar ali mesmo, e receber toda a ajuda que pudesse, pois deveria estar desidratado e com insolação. Havia perdido a noção de tempo durante seu trajeto inerte pelas correntes marítimas.
Assim, foi acudido por dois guarda-vidas que o carregaram para fora da rebentação. Recusou educadamente respiração boca-a-boca. Em seguida, antes mesmo que pudesse protestar, foi amarrado a uma maca por paramédicos, e transportado em uma ambulância vermelha até um heliponto em um terreno baldio. Durante o trajeto, ouvia o motorista conversando por rádio:
"Sim, sim, parece que ele está vindo do incidente com o 'Queen Annie Rose', está estável, consciente. Sim sim, está contido."
- Que droga é essa? Pra onde estão me levando?
Uma vez embarcado no helicóptero, ainda na maca, foi levado até um hospital desconhecido, onde o desembarcaram em um heliponto no teto e o conduziram para o elevador.
Profundamente desconfiado, pedia para ser solto enquanto lhe empurravam pelos corredores com aquele característico cheiro de éter. Tudo parecia acontecer tão rápido. Em alguns instantes, estava em uma sala de cirurgia repleta de braços robóticos que saíam do teto, e pessoas completamente cobertas por trajes de proteção biológica.
- Me soltem, malditos! Alguém fale comigo!
Mal podia se debater. Forçaram-lhe a inalar um gás em uma máscara, e em seguida, entrou em um sono profundo.